
08/07/2009
21/05/2009

Blog-se!
Quando falamos em nos inserir no mundo interativo web 2.0, são muito recorrentes os conceitos de facilidade, praticidade, simplicidade e por aí vai. Olha, tenho que admitir que essas ferramentas exigem um pouco de carinho e disciplina. Ok, é super fácil você aderir a elas, mas de nada adianta tê-las e não usá-las com a velocidade de informação que merecem. Afinal, são ferramentas de relacionamento e, portanto, demandam dinamismo. Rapidez de ideias. Sempre gostei de escrever. Na infância e na adolescência, mantinha os populares diários. Hoje, tenho um blog. Melhor: temos.
No começo do ano passado, eu e duas amigas compartilhamos despretensiosamente a ideia de criar um blog. Marina, Carol e eu tínhamos certeza apenas de uma coisa: queríamos escrever, escrever e escrever. Contar, falar, conversar, discutir sobre “coisas”. Coincidentemente, somos - as três – relações-públicas, mas o blog não falaria, necessariamente, de comunicação. Falaria das nossas conversas, das rotinas, das pessoas, das experiências, das tolices, da vida, de nada, de tudo. E de comunicação também, quando tivéssemos vontade. Hoje, conversas são transformadas em posts e posts rendem ótimas conversas.
Nos encontramos para definir o formato do blog: nome, linha editorial, ferramenta de publicação, template, seções, etc. Entre muitas fugidas do assunto, cafés, muffins e umas três horas depois, desenhamos nosso querido filho aquele dia. E começamos a colocar em prática. No dia 2 de abril de 2008, estreamos. E o primeiro post já refletia a inexperiência e entusiasmo das três aspirantes a “blogueiras”.
O nome veio só depois, no dia seguinte mais especificamente. Depois de uma tempestade de sugestões, precisamos de um tempo para amadurecer e tentar achar um nome que refletisse, de cara, o que queríamos com o blog. “A Palavra Final é... Continue”. Na mosca! Afinal, nenhuma ideia é tão completa e certa que não mereça ser complementada, melhorada, detalhada ou mudada completamente. Ideias existem para serem sempre compartilhadas. Então, continue aí...
Começamos com a consciência da criança que se apresenta no balé: que leriam o blog apenas amigos, mãe, pai e olhe lá aquele tio mais próximo. Mas a internet é mesmo uma coisa louca! Não que seja muito, mas hoje computamos mais de 7 mil visualizações de usuários diferentes! São 103 posts, poucos comentários, e muita história pra ler... Para nós, algumas surpresas! Às vezes você escreve sobre um assunto sério, complexo, relevante diante da atual conjuntura sociopolítica econômica do País (ok, exagero) e acha que vai bombar! Besteira... o post mais acessado – cerca de 750 visualizações!!! – fala do personagem urbano Fofão da Paulista. Visto isso, continuaremos com a ‘estratégia’ de escrever sobre o que nos interessa para saciar nossa vontade de compartilhar sensações e vivências que nos façam sentido. E a partir daí, incrível, acha-se muita gente que se interessa pelas mesmas coisas.
Comecei o texto dizendo que ter um blog não era tão fácil; é simples, gostoso e basta ter vontade e assunto para escrever. Mas para ser bem bacana, é legal ter compromisso. Prezar pelo bom senso do conteúdo é imprescindível para a relação que você estabelece com quem lê seus relatos. Além disso, manter a periodicidade é um dos fatores mais importantes – e difíceis. É muito triste ter consciência disso, mas quando chega o dia de atualizar, você não tem tempo para escrever. É aí que você percebe que não basta ter o blog; é preciso vivê-lo. E viver qualquer coisa demanda envolvimento e dedicação. Blog-se. Comece! Vale a pena.
Mayra Martins, além de blogueira, é relações-públicas e executiva de atendimento da LVBA Comunicação. Adora conversar, dar risada e escrever.
Mayra, minha amiga.
Obrigado pela aula sobre criação e manutenção de blog - gostei sobretudo da sua habilidade em usar uma linguagem adequada aos principiantes, o que é difícil. Confesso que depois de ler seu texto, alguma coisa lá dentro me disse que eu deveria passar pelo "Caixa" pra pagar a conta. Mas acho que não tem onde quitar meu carnê. Então ficamos assim: quando você precisar de alguma coisa relacionada a criação e redação, mande a conta; vai ser um prazer contribuir com você. [rumarchioni@yahoo.com.br]
P.S.: Quando vai ser a próxima aula?
Rubens Marchioni - Marchioni Comunicação e Treinamento (17/06/2009 - 19:08)
Mayra. Gostei muito de seu post. Me identifiquei muito com tudo que você escreveu. Eu também comecei o meu blog de forma despretenciosa, muito sem saber o que escrever. Só sabia que queria escrever. Daí eu criei dois blogs. Um sobre comunicação e comportamento nos tempos de hoje. E outro mais pessoal, onde conto algumas coisas da família, assuntos do cotidiano e do país. Algo bem solto mesmo. Com o passar do tempo eu decidi limitar o acesso do segundo blog somente à família e amigos, afinal eu já escrevendo algumas coisas pessoais e bateu uma paranóia de segurança. Já o blog de comunicação começou a recolher seguidores, eu também comecei a gostar de navegar livre pelos blogs de colegas e assim foi. Hoje, eu posso me considerar um verdadeiro blogólatra. Duro é encontrar tempo no dia a dia para escrever. Minha vida rotineira é muito pesada e acabo "trabalhando" no blog nas altas horas da noite. Você entendeu o motivo de eu ter escrito "trabalhando" entre aspas, né? O blog não é trabalho. Parabéns pelo seu blog. Sou seu leitor assíduo. Mauro Segura. www.aquintaonda.blogspot.com
Mauro Segura - IBM (31/05/2009 - 13:00)
vale mto a pena mesmo! tem coisa que eu acho que disse na vida real, mas que só coloquei no blog...e, quando cito fora do ambiente virtual, o mais legal é quando vc, carol ou quem está mais perto da gente sabe do que se trata! rs.
pra mim ter um blog é, além de tornar pública a minha perspectiva, também conhecer outras. e, seja pra vida profissional ou pessoal, essa troca é sempre uma oportunidade de amadurecer, conhecer coisas novas e tornar a vida mais interessante (e, nesse caso, interativa!).
bjo!
Marina - (tb amiga, RP e uma das "mães" do Palavra...rs) (27/05/2009 - 14:04)
Seu relato de um blog conjunto lembrou muito o blog que mantenho com colegas de curso aqui em Salvador, o RP Acontece. Temos essa dinâmica: pensar conteúdos, sentar para discutir conteúdos, criar maneiras de levar nossos leitores a interagirem, etc. Mas, em nosso caso, centramos em posts sobre comunicação e relações públicas, pois nossa ideia é divulgar o que acontece na área pelos lados de cá. Embora, sempre damos um jeito de linkar assuntos diversos com RP. Rs! É um desafio manter um blog, mas, como você frisou, é bastante gostoso.
Acredito que a blogosfera oferece também novas e interessantes possibilidades para as organizações, mas é precio criar/alcançar uma legitimidade. Algo que faça sentido manter aquele blog como canal de comunicação com públicos determinados. Não dá para se criar um blog e deixá-lo lá à deriva, sem planejamento nem funcionalidade.
Fernando B. - www.rp-bahia.com.br/rp-acontece (23/05/2009 - 23:02)
É verdade, manter um blog não é nada fácil, mas é muito bom!
Também optei por ter um blog de gestão compartilhada, fica mais fácil e a diversão é a mesma!
Conhecia pouco o seu blog, mas já vou virar freguês.
Mto bom!
Bruno Carramenha - LVBA (21/05/2009 - 20:15)
Pensando profissionalmente eh inevitavel nao reconhecer a importancia dos blogs como - entre outras coisas a mais - ferramenta estrategica para a comunicacao de via de mao dupla. Sao inteligentes as empresas que se inserem na blogosfera!
Profissionalmente e pessoalmente, eh uma otima oportunidade de expor e trocar ideias, opinioes, pensamentos, compartilhar informacoes e aumentar/melhorar o social networking! :]
Eu adoro o blog de voces e ja virou leitura obrigatoria!
Acompanho sempre!
Parabens pelo texto e pelo blog, May.
Sucesso!
Flavia (amiga, relacoes publicas, blogueira) - ... (21/05/2009 - 19:16)
14/05/2009

Diga SIM a eventos
Já escutei de algumas pessoas que eu me formei para fazer festinhas e contar coxinhas. Festinhas? Não, eventos. Ás vezes, eu conto salgadinhos mesmo. Afinal, qual o assessor de imprensa que nunca fez um follow up? Ossos do ofício. Muitos demoram a aceitar e, muitas vezes, não entendem o quanto um evento é estratégico, desde uma festa de confraternização até uma feira.
Evento é algo sério, que tem classificação e tipologia. Cabe à equipe decidir qual a melhor opção para a empresa. Para isso, é preciso um estudo e um planejamento completo para não cometer erros primários, como escolher uma mesma data de um grande evento, por exemplo. Além disso, identificar o público alvo é essencial para a determinação do local e a adequação da linguagem.
No meio de uma crise, em muitos casos a primeira verba a ser cortada é a do evento, geralmente planejado há meses. Com certeza, essa ação tem um objetivo muito importante e foi escolhida por ser a ferramenta mais apropriada que a equipe de comunicação encontrou. Então, de repente, fica decidido que a verba será destinada a uma propaganda ou a um anúncio em um grande jornal de publicação nacional no caderno de domingo. Independentemente se as alternativas encontradas para substitui-lo alcançarão ou não o objetivo, onde estará o networking que o evento proporciona? Nada como você entregar o seu cartão para centenas de pessoas e ter a chance de o evento dar certo, ser um sucesso e ter matérias espontâneas publicadas em veículos de comunicação.
Um case interessante foi o da inauguração do Instituto da Próstata do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Para isso, realizamos um evento nas dependências do hospital, obviamente, com tudo muito bem pensado e articulado para não prejudicar, em nenhum aspecto, os pacientes do centro médico. A inauguração contou com a presença do Vice-Presidente da República, José de Alencar, que na ocasião era o Presidente em Exercício, além de outras personalidades do poder público – o que fez com que a imprensa aparecesse em peso (claro, méritos da assessoria de imprensa). Como não poderia deixar de ser, o cardápio estava delicioso e a equipe muito bem treinada. Ingredientes para um evento de muito sucesso, que contou com elogios da equipe de cerimonial da vice-presidência.
Se você nunca organizou um evento, faça isso pelo menos uma vez. Você irá amar ou odiar. Já aviso, você ficará ansioso, preocupado e, às vezes, passará noites em claro. Você pode até achar que no 10º estará acostumado, mas não é bem assim – sempre dá um friozinho na barriga.
No dia do "bendito", você vai correr, subir escadas, carregar caixas e, claro, ficar bem cansado. No entanto, você vai ver: é muito gratificante, porque, apesar dos pesares, no final tudo dá certo. Uma sensação de dever cumprido, que quando chega ao fim, só nos resta elaborar um bom relatório e mostrar para o cliente que evento também é Comunicação.
Alline Roble é recém-formada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. A assistente de eventos da LVBA organiza desde grandes eventos até a nossa festa de aniversariantes do mês - aliás, os salgadinhos (especialmente a coxinha) são a preferência dos LVBANOS.
Alline,
apesar da loucura que eh - e bem sabemos que se engana quem pensa que soh os grandes eventos eh que dao trabalho - a area de eventos eh definitivamente eh a minha praia!
Gosto da correria, dos imprevistos, improvisos, deadlines, mudancas, noites sem dormir, cansaco e aquele friozinho na barriga como voce citou...tudo isso vale muito a pena quando vemos o evento pronto, redondinho e publicos e cliente satisfeitos! No final, as vezes a gente ate pensa que nao foi tao cansativo assim, certo? rs
Da sempre um orgulho e satisfacao!
Precisamos levantar mais a bandeira de RP nessa area!
Otimo texto!
Beijos e sucesso!
Flavia - (tambem relacoes publicas e ex-Casper Libero) (21/05/2009 - 19:32)
Não há dúvida de que os eventos são a grande estratégia do novo cenário da comunicação, simplesmente porque é a oportunidade efetiva de articular uma experiência multisensorial, que fixa na memória e colabora de maneira decisiva na percepção da organização pelas pessoas - envolvidas diretamente ou não.
Vale muito levantar este tema, tão castigado pelos relações públicas que, na recusa de carregar ou perpetuar estereótipos antigos, acabaram perdendo espaço na área para profissionais de Turismo e Hotelaria.
Rodrigo Cogo - Portal Mundo das Relações Públicas (15/05/2009 - 23:01)
Para uma pessoa como eu, que nem sequer consegue organizar as próprias festas de aniversário, a admiração por quem faz eventos de maneira estratégica e alinhada com os objetivos e princípios de uma empresa é involuntária.
Sempre me perguntei se teria capacidade para fazer eventos profissionalmente. Seu texto pode ser um incentivo para quem pensa como eu. Parabéns, Lilla!
Vitor Vieira - Ex-LVBA (15/05/2009 - 14:24)
Bem bacana sua reflexão. É triste ver como as pessoas banalizam os eventos. Eles podem ser usados como um excelente instrumento de relações públicas, criando redes, fortalecendo vínculos, facilitando aproximações, comunicação face a face. São uma possibilidade comunicativa, entre outras. Devem ser usados sempre que mostrarem funcionalidade e adequação às intenções pretendidas. Entender que não é a festa pela festa, mas que há todo um conceito em jogo e um trabalho paulatino e sério por trás é uma grande questão. Já tive oportunidade de ter algumas experimentações neste sentido, e, realmente, o friozinho na barriga faz parte.
Fernando B. - www.rp-bahia.com.br/rp-acontece (15/05/2009 - 14:01)
Olha só...
Adorei o texto Alline, quem trabalha com eventos sabe exatamente do que você está falando. O bom é saber que no final tudo dá certo... graças ao trabalho de uma super equipe e uma relações públicas dedicada.
Parabéns e sucesso para você, sempre!!
laura costa - Mega Brasil (14/05/2009 - 16:36)
Não tenho experiência em eventos, mas tenho contato direto com quem corre contra o tempo para fazê-los acontecer.
Sei que tem vezes que dá vontade de bater em gente que desiste de participar na véspera do evento.
Por outro lado, é recompensador ver que o esforço e o stress foram válidos depois de um bom resultado.
Sem falar na hora de contar coxinhas... conta uma e come duas! hahahahha
Jeniffer Cardoso - Jornal da Comunicação Corporativa (14/05/2009 - 15:35)
Olha...
Organizar um evento não é nada fácil.
É preocupação pré, durante e pós evento.
Palestrantes, feiras, inscrições e até "salgadinhos" são problemas na organização e realização.
Contudo, organizar e vê-lo sair de forma impecável é extremamente prazeroso.
Mesmo nos momento de crise, quando o conteudo do evento é bom, existe um assessoria de imprensa eficiente e pessoas comprometidas trabalhando juntas, a tendência é que tenha um grande público e o principal, proporcionar lucro aos organizadores.
E como a Aline bem citou no texto, por maior a experiência, o friozinho na barriga é um fato.
Parabéns pelo texto.
Gentil Franco de Almeida Neto - Mega Brasil Comunicação (14/05/2009 - 15:16)
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