
01/03/2007

Em linha com a transparência
De todas as empresas que lançaram ações na Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos três anos, 79% optaram por fazê-lo segundo as regras de Novo Mercado, um nível de governança com mais exigências quanto à transparência e à defesa dos direitos de acionistas minoritários. Saudável decisão, embora exija muito mais atenção por parte dos administradores, que têm de contar com uma estrutura competente e eficaz de comunicação.
Isto, principalmente, porque a discussão sobre economia, mercado financeiro, fundos, ações e outros ativos no Brasil já não é mais reservada a poucos. O público interessado em saber onde e como investir no país cresce a cada dia e é cada vez mais diversificado. Jovens, trabalhadores, aposentados, agora também fazem parte desta massa de investidores, cada qual com seu perfil distinto. Conseqüentemente, o repasse de informações das empresas e entidades para a sociedade ganhou ainda mais importância e exigiu novas atitudes na área de comunicação.
Por trabalharmos junto a clientes como a APIMEC Nacional, Abrapp, APIMEC São Paulo e diversas companhias de capital aberto, como a Odontoprev, buscamos a sintonia com as atuais necessidades deste setor econômico brasileiro, coordenando qualidade dos dados com o instrumento adequado para torná-los disponíveis no prazo mais adequado e com a maior amplitude possível. Temos consciência de que transparência e eqüidade no repasse de dados em setores como o de fundos de pensão e mercado de capitais é requisito fundamental.
Mas o desafio não pára por aí. A idéia de boa governança corporativa supõe, sempre, um comportamento compromissado com a verdade e com o fácil acesso a informações, o que inclui comunicadores engajados com as mudanças, não só do mundo financeiro, como das novas técnicas de comunicação.
Só assim este mercado vai exercer sua vocação de gerador de desenvolvimento.
Flavio Valsani
Diretor Executivo da LVBA Comunicação
Endereço no Flickr:http://www.flickr.com/photos/21585435@N07/
No ano passado atendemos uma empresa de médio porte, com 500 funcionários e faturamento anual de R$ 60.000.000, que estava tornando-se SA e pretendia implantar procedimentos de Governança Corporativa. Ao longo do trabalho, foi ficando claro a dificuldade que as empresas "não tão grandes" têm em assumir como importantes ações que não são imediatamente lucrativas. Claro que uma experiência não é suficiente para formarmos opinião, mas participando de muitos encontros com outros emnpresários do setor etc, podemos ter uma noção do quanto essas mudanças ainda não são verdades estabelecidas para alguns empresários. Suas empresas vão minguar se não reconhecerem a importância da responsebilidade social e da governança corporativa? Esperamos que isso não seja necessário pq esperamos que tornem-se reconhecedoras e agentes desta nova postura de comprometimento com a sociedade a tempo de não sucumbir.
Cristina d'Avila - Palavra Comunicação (01/03/2007 - 20:14)
Prezado Flávio,
assumi há pouco a disciplina Comunicação Organizacional no curso de Comunicação do CES/JF e estou sempre atenta a artigos e cases na área. Fico feliz em saber que as organizações estão com um olhar mais atento para a comunicação e a entendem como ferramenta estratégica e essencial para o negócio, sobretudo nessa área de economia, com linguagem, muitas vezes, de difícil acesso, mas que bons gestores de comunicação sabem traduzir com eficiência.
Sucesso.
Ana Marta Ladeira
ana marta ladeira - Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (01/03/2007 - 20:03)
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