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Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK)

Empresas brasileiras confirmam presença na ITMA 2007

De 13 a 20 de setembro será realizada a ITMA 2007 - Salão Internacional da Maquinaria Têxtil, no novo Centro de Feiras de Munique. O evento, que acontece a cada quatro anos (desde 1951) em diferentes centros expositores da Europa, atrai cerca de 1.300 expositores e 100 mil visitantes de todo o mundo, que buscam soluções para as diferentes áreas da cadeia de produção têxtil.

Para a edição de 2007, empresas brasileiras já confirmaram a sua participação, como é o caso da Pentes Americana Ltda., Reisky Máquinas Ltda. e Stemmann - Indústria e Comércio Ltda.

Desde 1974, a Pentes Americana serve à indústria têxtil com precisão e compromisso na produção de uma completa e diversificada linha de pentes têxteis, sendo fornecedora das melhores marcas de teares do mundo. Além disso, desenvolve projetos específicos, de acordo com a necessidade do cliente, e é a grande líder do mercado brasileiro de pentes para tear a jato de ar e metálico. A empresa produz ainda pentes para teares jato a água, pinça rápida, projétil, pentes metálicos e urdideiras.

A companhia participou da última edição da ITMA em 2003, que foi realizada em Birmingham (Inglaterra). "Como a Pentes Americana é exportadora, desejamos, a partir da participação em feiras internacionais, consolidar nossa marca, bem como a abertura de novos mercados. Desde a participação na última edição da feira, ampliamos nossas exportações para outros mercados, como Paquistão, França e Itália", afirma Wilson Sega, diretor da Pentes Americana Ltda. Hoje, o total das exportações representa cerca de 10% do faturamento da empresa, sendo que há previsões de crescimento.

Na edição de 2007, a empresa dará destaque às lâminas - de fabricação própria - para pente jato de ar, a fim de promover sua venda também no exterior, além dos pentes para todos os tipos de teares.

Outro destaque é a participação da REISKY Máquinas Ltda. Fundada em 1947, a empresa representou diversos e reconhecidos fabricantes de máquinas têxteis européias. Em 1960, a REISKY iniciou a produção de máquinas para preparação da tecelagem, tingimento e acabamento têxtil. É também especialista em projetos especiais.

A companhia, que participou como visitante em todas as edições da ITMA, expõe pela primeira vez no evento. "Os objetivos da nossa participação em feiras internacionais é a divulgação dos nossos produtos e o contato direto com os clientes. Neste sentido consideramos a ITMA 'a olimpíada das máquinas têxteis', portanto, essa participação é mais importante do que nunca", afirma Roman Reisky, sócio-gerente da REISKY.

A partir da ITMA, a empresa passou a atuar em países como Índia e Austrália. Hoje, as exportações representam 65% do faturamento total da REISKY. "Durante a ITMA 2007, lançaremos uma máquina para tingimento com repouso a frio e com corantes reativos para malha tubular. Nossas expectativas são muito positivas", completa o executivo.

Outra participante é a Stemmann Equipamentos Ltda., que atua no mercado nacional desde 1975, no fornecimento de conjuntos de sopro e aspiração para fiação e tecelagem, com tecnologia da Stemmann UHG - Alemanha. Em 1988, a empresa lançou uma outra linha de produtos: a Stemmann adquiriu tecnologia e máquinas européias para a fabricação pioneira no mercado brasileiro de vasos de polietileno de alta densidade. E, acreditando no potencial do setor têxtil, bem como na vocação do Brasil de fabricar equipamentos para esse setor, a Stemmann, em colaboração com parceiros alemães, desenvolveu e lançou mais dois equipamentos: o Paletizador Móvel e o Transportador Aéreo de Maçarocas e de confecção.

A ITMA 2007 também é novidade para a empresa. "Nosso objetivo é ampliar o conhecimento da marca no mercado internacional, uma vez que nossa atuação está concentrada no mercado brasileiro e na América do Sul. Temos como meta ampliar nossa exportação ao patamar de 40% do faturamento, sendo que hoje este índice é de 10%," afirma Leonel Voinski, gerente Comercial Têxtil da Stemmann Equipamentos Ltda.

Durante a ITMA 2007, a Stemmann terá um amplo estande, no qual apresentará ao mercado internacional os sopradores para tecelagem e fiação, transportador aéreo para fiação e confecção, além de vasos caixas e carros para transporte interno na fiação.

O Mercado Têxtil no Brasil

O Brasil - que já foi um dos maiores produtores mundiais no segmento têxtil - ocupa hoje o sétimo lugar. Atualmente, um dos entraves do setor é a alta carga tributária - na faixa de 38% - e a baixa cotação do dólar. Em 2003, os empresários da indústria têxtil pagavam 54,4% em impostos.

Outro ponto importante é o livre comércio dos fabricantes chineses - líder mundial no segmento. Na China, praticamente não existem impostos, enquanto no Brasil as cargas tributárias estão entre as mais altas do mundo, dificultando a competição em condições de igualdade. O Brasil conta com 30 mil empresas têxteis, 1,65 milhão de empregos diretos e um faturamento global de R$ 33 bilhões de dólares. Apesar de números atraentes, em 12 anos, o setor têxtil brasileiro cresceu apenas 15,8%, sendo que, a cada ano o cenário é de queda.

Dados da ABIT, Associação Brasileira da Indústria Têxtil, confirmam que o ano de 2007 não começou bem para o setor têxtil e de confecção nacional, que já havia encerrado 2006 com déficit de US$ 60 milhões. Em janeiro, a balança comercial apresentou uma queda de 5,9% nas exportações, comparado a janeiro de 2006, ao passo que as importações cresceram 50,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em valores, as exportações totalizaram US$ 159 milhões, contra US$ 206 milhões em produtos importados, resultando no déficit de US$ 47 milhões. "Caso nada seja feito, ou seja, se forem mantidas as mesmas condições do atual cenário, a projeção é de chegarmos a um déficit histórico de US$ 1,3 bilhão até o final do ano e 280 mil postos de trabalho a menos" declara Josué Gomes da Silva, presidente da ABIT.

Dentre os segmentos da cadeia têxtil, o de vestuário é o que mais tem sofrido com a perda de mercado interno e externo. As importações de roupas somaram US$ 29 milhões e 3 mil toneladas em janeiro, contra US$ 15 milhões e 1,7 mil toneladas em janeiro de 2006. São 74,6% a mais em volume e 88% em valor. Contudo, a única boa notícia é que o preço médio aumentou, passando dos US$ 8,7/Kg para US$ 9,4/Kg. O importante neste ponto é que os produtos importados já começaram a sofrer o impacto de uma maior fiscalização da Receita Federal, por meio da "Operação Panos Quentes", anunciada em novembro de 2006, que tem a colaboração da ABIT.

"O preço médio do vestuário importado vem subindo, mas está muito aquém dos valores de outros mercados como Argentina (US$ 17,86/Kg ) e EUA (US$ 15,37/Kg). O problema é nosso, não dos asiáticos. A Receita vem se esforçando, nós reconhecemos, mas eles têm limitações, o que torna o esforço insuficiente. Por essa razão é que temos pedido ao governo que reduza as portas de entrada, concentrando em poucos portos a chegada de têxteis e vestuário importados" explica Gomes da Silva.

Há dois anos, a ABIT vem travando uma luta diária junto a autoridades do governo, para buscar condições isonômicas em relação aos concorrentes como China, Turquia, Índia e até países latinos vizinhos. O câmbio não seria o maior vilão do setor se outras medidas compensatórias fossem tomadas de forma urgente, segundo técnicos da ABIT. Essas medidas são: desoneração tributária, acordos internacionais e intensificação ainda maior da fiscalização das importações ilegais.

Fonte: site da Abit

Departamento de Feiras Câmara Brasil-Alemanha

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha desempenha um importante papel nas relações bilaterais entre os dois países. E uma das áreas que mais atraem a atenção do empresariado brasileiro estão as feiras internacionais. Para obter uma participação bem sucedida e potencializar o seu negócio, o Departamento de Feiras desenvolve uma série de serviços para orientar os interessados.

"É fundamental estar bem preparado para aproveitar ao máximo as diversas oportunidades oferecidas nesses eventos e nosso objetivo é orientar a participação de uma empresa nas feiras do começo ao fim", comenta Dinah Worisch Mazzo, diretora do Departamento de Feiras da Câmara Brasil-Alemanha.

Entre as atividades desenvolvidas pela equipe estão a prestação de informações gerais e específicas sobre feiras alemãs e brasileiras (incluindo a análise de potenciais de negócios), organização de feiras e congressos, apoio logístico para expositores e visitantes, além da preparação de contatos comerciais e visitas técnicas a empresas.

Outras informações e sugestões de como participar em uma feira podem ser obtidas no site www.ahkbrasil.com, no link Departamento de Feiras.

Serviço:

ITMA 2007 - Salão Internacional da Maquinaria Têxtil

Data: De 13 a 20 de setembro
Local: novo Centro de Feiras de Munique
Horários para visitantes - diariamente das 9 às 18 horas
Horários para expositores - diariamente das 8 às 19 horas
Site: http://www.itma-munich.com/

São Paulo, junho de 2007.



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